Os inúmeros planos
econômicos e crises ocorridas
no país ocasionaram momentos
de altos e baixos na empresa.
Todavia foram superados devido
à flexibilidade e mobilidade
adquirida por operar em várias
frentes de negócio, em
vários nichos de mercado
e trabalhar com clientes de
perfil e segmentos diferenciados.
Contribuindo a este cenário
de dificuldades, no período
de 1998 a 2000, houve forte
e competitiva entrada de operadores
de transporte de cabotagem (empresas
de navegação)
entre o sul e o nordeste brasileiro,
provocando migração
de clientes do modal rodoviário
para o modal marítimo
e sensível redução
de tarifas devido à taxa
cambial ainda baixa. Em maio
de 2000, foram demitidos mais
de 500 funcionários,
vendidos 35 caminhões,
fechadas mais de 40 filiais
e dissolvidas inúmeras
parcerias e acordos operacionais.
A proposta era arrumar a casa,
refazer e reaprender o negócio
em visível mutação
e recomeçar com um novo
perfil mais adequado à
realidade do novo milênio
e às exigências
apontadas pelo mercado. Recuar
para reposicionar foram palavras
de ordem.
Este foi o período de
maior desgaste na empresa. Moral
baixo, administração
de passivo fiscal, tributário
e trabalhista, enormes dificuldades
financeiras e operacionais,
encolhimento de 70% do negócio,
perda de clientes e necessidade
de reposicionamento com novos
objetivos: "refazer e reconstruir
uma nova empresa preservando
a cultura remanescente, a tradição
e os princípios que nortearam
a trajetória de sucessos
antes alcançadas, dentro
de uma nova visão de
mercado, mais moderna, com novas
práticas de gestão
e atendendo exigências
e necessidades do mercado de
transportes rodoviários,
em evolução para
a multimodalidade em operações
logísticas, com maior
e a mais qualificada competição
e concorrência".
Foram dois anos (2000 a 2002)
para equilibrar as contas e
"baixar a poeira"
até estabilizar razoavelmente
a empresa. A imagem arranhada
foi gradativamente recuperada
em função da postura
de correção e
honestidade da empresa.
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